Oi dia;
nasce Sol
lindo;
Ares
singelos
perfume;
Lembro
do tempo,
perco Sol;
Lembro
do espaço
perco rosas;
Lembrei
do eu...
me perdi;
"Lembro
de lembrar:
não pense!!!!"
Penso
logo
desisto;
Sentir
o perfume
quero;
Penso,
ai não vejo
nem sinto;
Escrevo,
perco tempo
versos ao vento
Leve-os
contigo
para longe;
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Reflexos do eu
Muito se fala que a vida é curta. É verdade. Diante dos bilhões de anos do universo e da Terra ou mesmo das centenas de milhares de anos de civilização humana nossa passagem é mesmo nanométrica. Mas eu acho que a vida é longa. Até porque já ouvi dizer que o ser humano nos primórdios morria muito cedo (por diversas questões). Hoje vivemos mais quantitativamente. Mas isso não parece significar uma existência melhor, mais leve... ao contrário. Os mais jovens são estimulados a acreditar que ser adulto é melhor. Os mais experientes são estimulados á acreditar que a "juventude" é muito melhor. Fato é que vivemos em um mundo capitalista. O desejo deve ser sempre estimulado e nunca saciado por completo. Baladas, viagens, bailes da terceira idade... entretenimentos gerais que são importantes mas que muitas vezes se tornam prioridades.
Não falo da diversão em oposição ao trabalho, tendo em vista que este também pode ser uma rota alternativa ás questões humanas essenciais. E derepente estamos nús frente á nossa imagem refletida no espelho. E quão repleto é nosso armário, forrado de roupas e fantasias que ocultavam o ser do próprio ser. E o que sobra? Depende. Podemos prestar atenção nas roupas e ali permanecermos. Ou deitar nossos olhares sobre nós mesmos. Mas existem olhares e olhares. Gosto do olhar que liberta. Que alivia o peso. Que leva á descobertas. E nessas olhadelas (sim, pequenas espiadas no meu espelho interno, afinal meus olhares me deixam sem graça, nem sempre gosto de ver em eu mesmo o que reclamo no outro)descobri que a Existência só é curta para quem passou pela vida distraido ou ocupado demais para percebe-la. Passou rápidamente, como um trem do qual preferimos observar do lado de fora.
Sérgio Santos
Não falo da diversão em oposição ao trabalho, tendo em vista que este também pode ser uma rota alternativa ás questões humanas essenciais. E derepente estamos nús frente á nossa imagem refletida no espelho. E quão repleto é nosso armário, forrado de roupas e fantasias que ocultavam o ser do próprio ser. E o que sobra? Depende. Podemos prestar atenção nas roupas e ali permanecermos. Ou deitar nossos olhares sobre nós mesmos. Mas existem olhares e olhares. Gosto do olhar que liberta. Que alivia o peso. Que leva á descobertas. E nessas olhadelas (sim, pequenas espiadas no meu espelho interno, afinal meus olhares me deixam sem graça, nem sempre gosto de ver em eu mesmo o que reclamo no outro)descobri que a Existência só é curta para quem passou pela vida distraido ou ocupado demais para percebe-la. Passou rápidamente, como um trem do qual preferimos observar do lado de fora.
Sérgio Santos
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Natal na minha visão
Natal é uma época que me aborrece. Não, não é só por causa da música irritante de SImone: -Então é natal, e o que voce fez.... afff - O que mais me chama atenção é a hipocrisia que corre pela cidade. Outro dia eu estava na fila das lojas americanas, eu tinha acabado de pegar um documentário do Michael Moore. Era época de natal. Um garoto não parava quieto, quando a mãe dele disse: "Pega seu presente aqui ó... mas voce tem que se comportar, porque veja como Jesus foi bonzinho, ele faz aniversário e quem ganha presente é você. "
Cristo, tal como interpreto na biblia, não era o capitalista que certas correntes religiosas defendem. Tão pouco era alguém preocupado com riquezas, fortunas.... Natal, festa politica, apropriada pelo comércio e que tem um único objetivo: Vender, vender, vender, vender.... As pessoas correm pela cidade falando de caridade, disso e daquilo que não fazem nos outro dia do ano, e mesmo se fizessem não mudariam muito porque se limitam á oferecimentos materiais. Seres humanos precisam de seres humanos que o reconheçam como tais. Essa época do ano percebo muita tristeza embutida em muita gente, principalmente para aqueles que perderam entes queridos. O deus comércio vence. O consumo vence. A quantitdade vence. A qualidade, a humanidade, o cuidado perdem. E estamos nesse mundo maluco e cheio de hipocrisias.
Cristo, tal como interpreto na biblia, não era o capitalista que certas correntes religiosas defendem. Tão pouco era alguém preocupado com riquezas, fortunas.... Natal, festa politica, apropriada pelo comércio e que tem um único objetivo: Vender, vender, vender, vender.... As pessoas correm pela cidade falando de caridade, disso e daquilo que não fazem nos outro dia do ano, e mesmo se fizessem não mudariam muito porque se limitam á oferecimentos materiais. Seres humanos precisam de seres humanos que o reconheçam como tais. Essa época do ano percebo muita tristeza embutida em muita gente, principalmente para aqueles que perderam entes queridos. O deus comércio vence. O consumo vence. A quantitdade vence. A qualidade, a humanidade, o cuidado perdem. E estamos nesse mundo maluco e cheio de hipocrisias.
Era uma vez.... (Por Vanexa)*
Era uma vez, um país chamado Portugal que andava meio aborrecido e deprimido. Durante o mês de Dezembro, e à semelhança do que acontecia sempre, sucediam-se, uns atrás dos outros, recordes de gastos - mas não havia dinheiro...! Mas isso, não interessava nada. Ainda o Menino Jesus andava à procura de um sítio jeitoso para nascer, já só se falava e pensava em Natal: ele eram jornais, revistas, era a televisão, os posts e artigos na net e aqueles papéis horríveis de publicidade a brinquedos... Depois ainda haviam as ruas e as lojas, todas engalanadas para receber os consumidores desenfreados que, por aquela altura, pareciam nascer atrás de cada árvore - estavam em crise, mas isso, não tinha qualquer importância!
A única coisa que interessava eram as prendas, as prendas, as prendas: os perfumes, os relógios, as viagens, os carros e as casas, os telemóveis, os computadores e as consolas, as máquinas fotográficas, a roupa de marca, as malas e os acessórios (e todas as coisas inúteis que se costumavam oferecer, para bem parecer, mas que depois só apetecia atirar para o lixo!). Havia também a Popota e a Leopoldina (que tinha tido um encontro com um cirurgião e deixou de ser gordinha e fofinha...). É que nem Pai Natal aparecia... Tinha sido afastado do cargo, como uns tantos políticos :P
Não havia quem aguentasse!
Já que estou de férias (é sério!! FINALMENTE), será que posso tirar férias desta estupidificação material do Natal?!?
Onde é que ficou o Amor, a Partilha, a Escuta, a Compreensão, a Paz e todos esses outros sentimentos nobres que fazem (ou deviam fazer) parte da tradição do Natal?
*Vanexa é uma moça inteligente, sempre aberta à reflexões, coisa rara nesse mundo. Seus escritos estão no blog chamado "Aprendisses" http://aprendisses.blogspot.com/
A única coisa que interessava eram as prendas, as prendas, as prendas: os perfumes, os relógios, as viagens, os carros e as casas, os telemóveis, os computadores e as consolas, as máquinas fotográficas, a roupa de marca, as malas e os acessórios (e todas as coisas inúteis que se costumavam oferecer, para bem parecer, mas que depois só apetecia atirar para o lixo!). Havia também a Popota e a Leopoldina (que tinha tido um encontro com um cirurgião e deixou de ser gordinha e fofinha...). É que nem Pai Natal aparecia... Tinha sido afastado do cargo, como uns tantos políticos :P
Não havia quem aguentasse!
Já que estou de férias (é sério!! FINALMENTE), será que posso tirar férias desta estupidificação material do Natal?!?
Onde é que ficou o Amor, a Partilha, a Escuta, a Compreensão, a Paz e todos esses outros sentimentos nobres que fazem (ou deviam fazer) parte da tradição do Natal?
*Vanexa é uma moça inteligente, sempre aberta à reflexões, coisa rara nesse mundo. Seus escritos estão no blog chamado "Aprendisses" http://aprendisses.blogspot.com/
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
É
Bombardeio,
bombardeado.
Emocionado,
Emociono.
Emociono,
emocionado.
Bombardeado,
bombardeio.
Emoções,
sentimentos,
razões,
sensações,
motivações,
inovações,
re-invenções,
re-novações,
intuições,
celebrações,
comemorações,
tudo isso junto
e misturado
e mais
muito mais
alguns sentimentos são tão parecidos
que parecem gêmeos.
Próximos demais para a indiferenciação
Diz a alta sabedoria oriental:
-A beleza é irmã gêmea da feiúra, onde uma vai outra vai atrás
Uma só existe em relação á outra.
Categorização,
suspensão,
fenomeno,
história,
mundo,
estar,
ser
é
bombardeado.
Emocionado,
Emociono.
Emociono,
emocionado.
Bombardeado,
bombardeio.
Emoções,
sentimentos,
razões,
sensações,
motivações,
inovações,
re-invenções,
re-novações,
intuições,
celebrações,
comemorações,
tudo isso junto
e misturado
e mais
muito mais
alguns sentimentos são tão parecidos
que parecem gêmeos.
Próximos demais para a indiferenciação
Diz a alta sabedoria oriental:
-A beleza é irmã gêmea da feiúra, onde uma vai outra vai atrás
Uma só existe em relação á outra.
Categorização,
suspensão,
fenomeno,
história,
mundo,
estar,
ser
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