Natal é uma época que me aborrece. Não, não é só por causa da música irritante de SImone: -Então é natal, e o que voce fez.... afff - O que mais me chama atenção é a hipocrisia que corre pela cidade. Outro dia eu estava na fila das lojas americanas, eu tinha acabado de pegar um documentário do Michael Moore. Era época de natal. Um garoto não parava quieto, quando a mãe dele disse: "Pega seu presente aqui ó... mas voce tem que se comportar, porque veja como Jesus foi bonzinho, ele faz aniversário e quem ganha presente é você. "
Cristo, tal como interpreto na biblia, não era o capitalista que certas correntes religiosas defendem. Tão pouco era alguém preocupado com riquezas, fortunas.... Natal, festa politica, apropriada pelo comércio e que tem um único objetivo: Vender, vender, vender, vender.... As pessoas correm pela cidade falando de caridade, disso e daquilo que não fazem nos outro dia do ano, e mesmo se fizessem não mudariam muito porque se limitam á oferecimentos materiais. Seres humanos precisam de seres humanos que o reconheçam como tais. Essa época do ano percebo muita tristeza embutida em muita gente, principalmente para aqueles que perderam entes queridos. O deus comércio vence. O consumo vence. A quantitdade vence. A qualidade, a humanidade, o cuidado perdem. E estamos nesse mundo maluco e cheio de hipocrisias.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Era uma vez.... (Por Vanexa)*
Era uma vez, um país chamado Portugal que andava meio aborrecido e deprimido. Durante o mês de Dezembro, e à semelhança do que acontecia sempre, sucediam-se, uns atrás dos outros, recordes de gastos - mas não havia dinheiro...! Mas isso, não interessava nada. Ainda o Menino Jesus andava à procura de um sítio jeitoso para nascer, já só se falava e pensava em Natal: ele eram jornais, revistas, era a televisão, os posts e artigos na net e aqueles papéis horríveis de publicidade a brinquedos... Depois ainda haviam as ruas e as lojas, todas engalanadas para receber os consumidores desenfreados que, por aquela altura, pareciam nascer atrás de cada árvore - estavam em crise, mas isso, não tinha qualquer importância!
A única coisa que interessava eram as prendas, as prendas, as prendas: os perfumes, os relógios, as viagens, os carros e as casas, os telemóveis, os computadores e as consolas, as máquinas fotográficas, a roupa de marca, as malas e os acessórios (e todas as coisas inúteis que se costumavam oferecer, para bem parecer, mas que depois só apetecia atirar para o lixo!). Havia também a Popota e a Leopoldina (que tinha tido um encontro com um cirurgião e deixou de ser gordinha e fofinha...). É que nem Pai Natal aparecia... Tinha sido afastado do cargo, como uns tantos políticos :P
Não havia quem aguentasse!
Já que estou de férias (é sério!! FINALMENTE), será que posso tirar férias desta estupidificação material do Natal?!?
Onde é que ficou o Amor, a Partilha, a Escuta, a Compreensão, a Paz e todos esses outros sentimentos nobres que fazem (ou deviam fazer) parte da tradição do Natal?
*Vanexa é uma moça inteligente, sempre aberta à reflexões, coisa rara nesse mundo. Seus escritos estão no blog chamado "Aprendisses" http://aprendisses.blogspot.com/
A única coisa que interessava eram as prendas, as prendas, as prendas: os perfumes, os relógios, as viagens, os carros e as casas, os telemóveis, os computadores e as consolas, as máquinas fotográficas, a roupa de marca, as malas e os acessórios (e todas as coisas inúteis que se costumavam oferecer, para bem parecer, mas que depois só apetecia atirar para o lixo!). Havia também a Popota e a Leopoldina (que tinha tido um encontro com um cirurgião e deixou de ser gordinha e fofinha...). É que nem Pai Natal aparecia... Tinha sido afastado do cargo, como uns tantos políticos :P
Não havia quem aguentasse!
Já que estou de férias (é sério!! FINALMENTE), será que posso tirar férias desta estupidificação material do Natal?!?
Onde é que ficou o Amor, a Partilha, a Escuta, a Compreensão, a Paz e todos esses outros sentimentos nobres que fazem (ou deviam fazer) parte da tradição do Natal?
*Vanexa é uma moça inteligente, sempre aberta à reflexões, coisa rara nesse mundo. Seus escritos estão no blog chamado "Aprendisses" http://aprendisses.blogspot.com/
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
É
Bombardeio,
bombardeado.
Emocionado,
Emociono.
Emociono,
emocionado.
Bombardeado,
bombardeio.
Emoções,
sentimentos,
razões,
sensações,
motivações,
inovações,
re-invenções,
re-novações,
intuições,
celebrações,
comemorações,
tudo isso junto
e misturado
e mais
muito mais
alguns sentimentos são tão parecidos
que parecem gêmeos.
Próximos demais para a indiferenciação
Diz a alta sabedoria oriental:
-A beleza é irmã gêmea da feiúra, onde uma vai outra vai atrás
Uma só existe em relação á outra.
Categorização,
suspensão,
fenomeno,
história,
mundo,
estar,
ser
é
bombardeado.
Emocionado,
Emociono.
Emociono,
emocionado.
Bombardeado,
bombardeio.
Emoções,
sentimentos,
razões,
sensações,
motivações,
inovações,
re-invenções,
re-novações,
intuições,
celebrações,
comemorações,
tudo isso junto
e misturado
e mais
muito mais
alguns sentimentos são tão parecidos
que parecem gêmeos.
Próximos demais para a indiferenciação
Diz a alta sabedoria oriental:
-A beleza é irmã gêmea da feiúra, onde uma vai outra vai atrás
Uma só existe em relação á outra.
Categorização,
suspensão,
fenomeno,
história,
mundo,
estar,
ser
é
domingo, 29 de novembro de 2009
Da cabeça, do ventre, da alma
Ser humano,
estadunidense,
romano,
ou artista circense
Todos nasceram
do ventre (com excessão de Atena)
o que não significa que viveram
uma pena
Arte
parte
re-parte
aparte
Do ventre materno
ou da cabeça de Zeus
A arte faz o artista sentir o eterno
como sendo parte de Deus
Cria,
re-cria,
Re-inventa,
de certa forma lamenta
O choro da alma
flui, não se acalma
só quando cria
a sua poesia
estadunidense,
romano,
ou artista circense
Todos nasceram
do ventre (com excessão de Atena)
o que não significa que viveram
uma pena
Arte
parte
re-parte
aparte
Do ventre materno
ou da cabeça de Zeus
A arte faz o artista sentir o eterno
como sendo parte de Deus
Cria,
re-cria,
Re-inventa,
de certa forma lamenta
O choro da alma
flui, não se acalma
só quando cria
a sua poesia
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Eu não sei escrever
quer dizer aprendi a escrever
mas nao me ensinaram a falar de...
de... de... bem daquelas coisas que..
a gente tem dentro...
sentimentos né?
A professora falava de equações
de regras gramaticais
de quimica
fisica
história dos outros
e não da minha
sabia mais do Dom Pedro
que de mim mesmo
anos nas cadeiras escolares
e nunca aprendi a escrever
a expressar
apenas copiar, sim eu era um copiador,
reproduzindo o que não era meu,
era do DOm Pedro, dos Bandeirantes,
era de todos e não era de ninguem,
Até que aprendi a escrever
ops, escrever não, desenhar,
não, desenhar não, esboçar
esboçar sentimentos no papel
mas só consegui isso
quando consegui expressar
o que não conseguia dizer
com palavras....
E aprendi sobre o grito de independencia
e não era aqduele do Ipiranga
O absurdo no fim do mundo
No episodio 03 do anime Kino no Tabi, a viajante chega numa cidade que está esperando o fim do mundo. Kino vai se hospedar em um hotel:
Ai a recepcionista responde:
Interessante notar como as pessoas simplesmente engolem a tal profecia e nem se questionam sobre ela. É assim porque é assim, nada podemos fazer á respeito. A Profecia foi feita resta-nos esperar a morte.
Frente ao inevitavel destino os comerciantes continuam com suas lojas abertas, porém oferecendo de graça seus produtos á quem procurasse.
O dia seguinte chega e o mundo não acaba:
Os cidadãos agrupados em frenta da igreja passam a questionar o Padre do Sul, que deu a tal interpretação baseada num tal livro, que o mundo iria acabar naquele dia. O mundo não acabou e o Padre constrangido diz que o mundo não acabou porque ele errou nos cálculos. E o mundo acabaria então no dia seguinte. Eis que o Padre do Norte interrompe acusando o erro do Padre do sul e diz
Ai a recepcionista responde:
Interessante notar como as pessoas simplesmente engolem a tal profecia e nem se questionam sobre ela. É assim porque é assim, nada podemos fazer á respeito. A Profecia foi feita resta-nos esperar a morte.
Frente ao inevitavel destino os comerciantes continuam com suas lojas abertas, porém oferecendo de graça seus produtos á quem procurasse.O dia seguinte chega e o mundo não acaba:
Os cidadãos agrupados em frenta da igreja passam a questionar o Padre do Sul, que deu a tal interpretação baseada num tal livro, que o mundo iria acabar naquele dia. O mundo não acabou e o Padre constrangido diz que o mundo não acabou porque ele errou nos cálculos. E o mundo acabaria então no dia seguinte. Eis que o Padre do Norte interrompe acusando o erro do Padre do sul e diz
Aceitaram verdades prontas. A autoridade representada pelos Padres dizem que o mundo vai acabar. A população se mostra tão inerte que não se move, apenas permanecem imóveis, ouvindo as palavras, que não contém qualquer certeza, proferidas pelo Padre. Desse modo o Poder, a Dominação das classes mais fortes continua sendo fortalecidos e aumentado junto á população que não contesta, que aceita, não se revolta e adota postura passiva frente ás falácias dos Poderosos que adiam, adiam e adiam, o fim do mundo. A ameaça mantém o controle social da cidade. Apenas o representante do Poder tem em mãos o tal livro de profecias. Curioso notar como todos estão vestidos formalmente, terno e gravata numa cidade litorânea. Todos domesticados, conformados, alinhados, formais até não poderem mais. Mantém as formalidades até na eminência do fim do mundo, continuando a trabalhar mesmo que o trabalho não renda mais lucros. O ser humano como ser de comportamentos automáticos, mecanizados, artificiais sem reação crítica ao que lhe é apresentado.
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